Alfabetizar letrando: práticas pedagógicas que articulam consciência fonológica e uso social da escrita nos anos iniciais
DOI:
https://doi.org/10.68680/bkvbgt18Palavras-chave:
Alfabetização, Letramento, Consciência fonológica, Anos iniciais, Práticas pedagógicas, PsicopedagogiaResumo
A alfabetização nos anos iniciais do Ensino Fundamental permanece como um dos maiores desafios da educação brasileira, agravado pelas perdas de aprendizagem associadas ao período pandêmico e pela recorrente disputa entre métodos de ensino. Nesse contexto, este artigo discute a perspectiva do alfabetizar letrando, que propõe articular, de modo intencional e sistemático, a apropriação do sistema de escrita alfabética, na qual a consciência fonológica ocupa lugar central, e a participação da criança em práticas sociais de leitura e escrita. O objetivo é analisar como essas duas dimensões podem ser integradas no planejamento e na prática pedagógica dos anos iniciais, à luz da literatura especializada e das políticas educacionais vigentes. Trata-se de pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica e documental, que examinou obras de referência sobre alfabetização, letramento, psicogênese da língua escrita e consciência fonológica, bem como a Base Nacional Comum Curricular e o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada. Os resultados indicam que a oposição entre métodos fônicos e abordagens centradas no letramento é teoricamente frágil e pedagogicamente improdutiva: a consciência fonológica se desenvolve com mais sentido quando vinculada a textos e situações reais de comunicação, e os usos sociais da escrita não dispensam o ensino explícito do sistema alfabético. O estudo sistematiza um conjunto de práticas articuladoras e destaca a contribuição do olhar psicopedagógico para a avaliação diagnóstica e a mediação das dificuldades de aprendizagem. Conclui-se que alfabetizar letrando exige planejamento intencional, formação docente consistente e acompanhamento contínuo das aprendizagens, condições sem as quais as metas das políticas de alfabetização dificilmente se concretizam no cotidiano escolar.
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